segunda-feira, 11 de setembro de 2017

O tempo da psicose ordinária

"A neurose é uma estrutura muito precisa, se por muito tempo (inclusive anos) não encontramos elementos evidentes para reconhecê-la claramente em um paciente, deveríamos pensar na possibilidade de uma psicose velada que deveria poder ser deduzida a partir de pequenos indícios, de sinais discretos. Uma neurose é uma formação estável, que se organiza por meio da constância na repetição. Se não encontramos isso, devemos buscar os sinais discretos da 'desordem na junção mais íntima do sentimento de vida do sujeito'. Miller, nesse ponto, esclarece o seguinte: 'A desordem se situa na maneira como vocês experimentam o mundo que os cerca, na maneira como experimentam seu corpo e no modo de se relacionarem com suas próprias ideias. Mas qual é essa desordem, já que também os neuróticos a experimentam? Um sujeito histérico experimenta essa desordem na relação com seu corpo, um sujeito obsessivo a experimenta em relação às suas ideias. Que desordem é essa que atinge 'a junção mais íntima do sentimento de vida do sujeito'?"


Manuel Fernández Blanco, ELP - La Coruña - para o XI Congresso da Associação Mundial de Psicanálise - as psicoses ordinárias e as outras, sob transferência.



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